sexta-feira, 11 de maio de 2012

  O GRANDE TRAIDOR.

Fidel Castro

Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, Holguín, 13 de Agosto de 1926). Político revolucionário cubano. Tornou-se dirigente de Cuba desde que conquistou os papéis de primeiro-ministro em 16 de Fevereiro de 1959 e de Presidente da República em 3 de Dezembro de 1976, após uma luta de guerrilha contra o exército do ditador Fulgêncio Batista, aliado dos EUA, que chegara ao poder através de um golpe militar com apoio desse país. 
 
Fidel Castro.
 


Hoje milhões de crianças dormirão na rua, nenhuma delas é cubana.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ao Assalto

Hoje, não sei por que raio de razão, sim porque um ser normal já teria vomitado as tripas de tanto ouvir aquilo que os jornais e os telejornais dizem, quase constantemente. Dá-me náuseas quando estes anormais amorfos que se dizem com um orgulho idiota "portugueses realçando o orgulho que têm em serem parte dessa massa amorfa e disforme, sem carácter, sem vergonha, e sem vontade e mais grave ainda, sem palavra. São todos sacerdotes do conveniente, para cada un deles claro. Afinal no entender desses anormais " Deus é bom mas o Diabo também não é mau ". São assim: sem carácter, sem personalidade, sem vontade, com mais do que uma cara, tipo feijão frade. Depois de destituída uma corja de ladrões, eis que o povinho, no exercício democrático da sua santa igonorância, correram alegremente a votar noutra seita, esta agora mais inteligente, mais perpiscaz, mais conhecedora das artes do engano, mas tal como a outra seita, também uma corja de ladrões e nada mais do que isso. Neste País nada mais conveniente para tornar um analfabeto num Doutor, vestimos-lhe um fato, atamos-lhe a goela com uma gravata, calçamos-lhe uns sapatos a brilhar, mandamos-lo calar, porque se abrem a boca é uma desgraça, e eis um doutor. Para o utilizarmos, escrevemos-lhe um texto, que ele não entende mas sabe lêr e ele só tem de fazer isso : Lêr. A plateia disforme, essa vai exultar, rejubilar, babar-se com tanta "sapiência e estreiteza do linguarejar" que de certeza que acorrer tecer-lhe loas.Como dizia alguém, "Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira". E é disto de que este pobre país é formado: de vigaristas engravatados, de trafulhas que se auto intitulam de doutores diplomados com diplomas que ninguém conhece nem sabe que os exarou, de trastes, de gatunos, de incompetentes, enfim de toda a espécie de escória. Salvam-se alguns, com agraça de Deus, mas esses, porque são diferentes são Comunistas. Como dizia o meu velho avô " mudámos de moleiro mas não mudámos de ladrão". Amanhã é Dia do Trabalhador. Mas eu pergunto. Será que aqueles que diziam "...eu concordo com a greve mas eu preciso de comboios para ir trabalhar, porra. Esses gajos fazem greve e quem paga somos nós que já pagámos o passe. Enfim, isto é triste.É mais do que triste, é aberrante. Hoje veio o novo Barrabás, anunciar que os subsídios de natal e férias e os 5% que foram roubados aos funcionários públicos, serão repostos, gradualmente, a partir de 2015 e estaráo repostos na na totalidade em 2018. É preciso "Lata", é preciso falta total e completa de vergonha, de respeito pelo zé pagante. Roubam, assaltam, é a austeridade dizem os gatunos, o país está mergulhado numa grave crise e por isso é preciso austeridade e sacrifícios. Claro que se eu perguntar a um desses atrasados mentais que estão de acordo com os sacrifícios ou a outros quaisquer, sobre o que sabem sobre a tal crise para além que que ouvem, nada sabem disso, mas estão de acordo. Enfim é uma desgraça. Eu admirar-me-ia com isso mas não. Afinal os "Tugas" nunca valeram nada, nunca fizeram nada que tivesse jeito. Foram subjugados durante 40 anos e nada fizeram, não tivessem sido um pnhado de capitães e ainda hoje estariam como estavam: resignados, amorfos, coberdes e disformes. Perguntem a um atrasado mental desses sobre telenovelas e deixar-vos-ão pasmados. Confesso que estou cansado de pregar a esta gente. São demasiado estúpidos para verem para além do próprio umbigo. Bem vou terminar, mas ainda não acabei. Breve volto. Um abraço aos meus camaradas, àqueles que ainda vão, heróicamente, tal como António pregando a esses atrasados mentais. Afinal como "entre mortos e feridos alguém há-de escapar" pode ser que alguns oiçam e acordem.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Secretos de Porco

Hoje, por mero acaso, ao ligar a TV fui parar ao um canal onde deparei com um indivíduo que se chama .... Reis (o primeiro nome não é indicado por ser secreto) e após o ter ouvido por uns instantes cheguei à seguinte conclusão:
Existem neste País umas criaturas que se reunem às escuras (para manterem o secretismo das próprias identidades), falam de tudo e de nada, leia-se de nada de importante, e discutem fundamentalmente sobre o, imagine-se, Sexo dos Anjos. Claro que o fazem com, como eles dizem ser requesito, sine qua non, para fazer parte de tão eloquente peleja verbal, ser isento de más intenções e ser Excelente.
Consta-se também que essas criaturas, nas suas horas vagas, pescam na Domus Democratia, tal como pescadores de almas, novas criaturas. E quem pense que o fazem de maldade, engane-se. Só o fazem por se encontrarem em Crise de Vocações.
Houve em tempos um Senhor que acabou com essas criaturas, ilegalizando tão inocentes quanto excelentes, reuniões.
Deviamos fazer o mesmo e como diz, sempre com verdade o nosso Povo, esse Senhor Matou o Bicho e acabou com a pessonha.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Será que ainda ninguém percebeu?

A inflamada declaração de Angela Merkel, numa entrevista à televisão pública alemã, ARD, em que sugere a perda de soberania para os países incumpridores das metas orçamentais, bem como a revelação sobre o papel da célebre família alemã Quandt, durante o Terceiro Reich, ligam-se, como peças de puzzle, a uma cadeia de coincidências inquietantes. Gunther Quandt foi, nos anos 40, o patriarca de uma família que ainda hoje controla a BMW e gere uma fortuna de 20 mil milhões de euros. Compaghon de route de Hitler, filiado no partido Nazi, relacionado com Joseph Goebbels, Quandt beneficiou, como quase todos os barões da pesada indústria alemã, de mão-de-obra escrava, recrutada entre judeus, polacos, checos, húngaros, russos, mas também franceses e belgas. Depois da guerra, um seu filho, Herbert, também envolvido com Hitler, salvou a BMW da insolvência, tornando-se, no final dos anos 50, uma das grandes figuras do milagre económico alemão. Esta investigação, que iliba a BMW mas não o antigo chefe do clã Quandt, pode ser a abertura de uma verdadeira caixa de Pandora. Afinal, o poderio da indústria alemã assentaria diretamente num sistema bélico baseado na escravatura, na pilhagem e no massacre. E os seus beneficiários nunca teriam sido punidos, nem os seus empórios desmantelados.

As discussões do pós-Guerra, incluíam, para alguns estrategas, a desindustrialização pura e simples da Alemanha - algo que o Plano Marshal, as necessidades da Guerra Fria e os fundadores da Comunidade Económica Europeia evitaram. Assim, o poderio teutónico manteve-se como motor da Europa. Gunther e Herbert Quandt foram protagonistas deste desfecho.

Esta história invoca um romance recente de um jornalista e escritor de origem britânica, a viver na Hungria, intitulado "O protocolo Budapeste". No livro, Adam Lebor ficciona sobre um suposto diretório alemão, que teria como missão restabelecer o domínio da Alemanha, não pela força das armas, mas da economia. Um dos passos fulcrais seria o da criação de uma moeda única que obrigasse os países a submeterem-se a uma ditadura orçamental imposta desde Berlim. O outro, descapitalizar os Estados periféricos, provocar o seu endividamento, atacando-os, depois, pela asfixia dos juros da dívida, de forma a passar a controlar, por preços de saldo, empresas estatais estratégicas, através de privatizações forçadas. Para isso, o diretório faria eleger governos dóceis em toda a Europa, munindo-se de políticos-fantoche em cargos decisivos em Bruxelas - presidência da Comissão e, finalmente, presidência da União Europeia.

Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade, tão eloquentemente avivada pelas declarações de Merkel, são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redator do projeto de Constituição europeia.

É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.

domingo, 6 de novembro de 2011

Continua a manifestar-se a Praga Socialista

Há ganhos para os utentes e para o Estado
Aprovado diploma do PCP sobre prescrição por princípio activo
Em defesa dos utentes e do Estado

A Assembleia da República aprovou, na generalidade, com os votos favoráveis de todas as bancadas (à excepção do PS, que se absteve) o projecto de lei do PCP que institui a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI).

Outras iniciativas legislativas sobre a mesma matéria do Governo, BE e PS mereceram também a aprovação dos deputados, baixando à comissão para debate na especialidade.

Com este processo legislativo que visa adoptar como regra no Serviço Nacional de Saúde a prescrição por princípio activo, incluindo no ambulatório, ainda que se esteja longe da legislação ideal, não deixa de ser um avanço merecedor de aplauso, sobretudo para quem, como o PCP, há mais de dez anos luta por este objectivo.

Esse foi um aspecto desde logo destacado pelo líder parlamentar do PCP – «quando o objectivo é justo, vale sempre a pena», frisou –, a quem não restam dúvidas sobre as vantagens de instituir esta regra, quer para os utentes quer para o Estado.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, neste particular, pronunciou-se no mesmo sentido, afirmando que não era possível esperar mais por um medida que se traduzirá numa «significativa poupança» para os cidadãos.

O futuro o dirá. Seja como for, e sendo inquestionável que é «uma medida positiva se bem aplicada», como observou Bernardino Soares, a verdade é que não compensa tudo o que de negativo foi feito nos últimos anos aos utentes do SNS em matéria de política do medicamento, «nem tudo aquilo que este Governo quer continuar a fazer em matéria de transferência de custos para os utentes».

O presidente da formação comunista chamou ainda a atenção para o facto de a prescrição por DCI, podendo ser «um instrumento importante e útil» (contribuindo nomeadamente para uma política do medicamento mais racional e para uma melhor utilização dos recursos públicos), não ser por si só «a varinha mágica que vai resolver todos os problemas da política do medicamento».

Bernardino Soares não deixou de reconhecer, paralelamente, que a proposta tem complexidades, sublinhando porém que estas «devem ser enfrentadas e resolvidas», tanto mais que já hoje na prescrição hospitalar é por DCI que «tudo se processa e não há registo de nenhum problema».

Igualmente evidente, para o PCP, é a posição de que «não se pode desqualificar o papel do Infarmed». «Não se pode dizer que há uma autoridade do medicamento que estabelece padrões de qualidade e de biodisponibilidade para os medicamentos e depois quando se chega à discussão da prescrição por DCI, aqui d´el rei que não há qualidade e biodisponibilidade dos medicamentos com os mesmos princípios activos», anotou o líder parlamentar, advertindo que assim «não pode ser».



Não ceder a interesses



É sabido que na área do medicamento não há medida que seja neutra, como nenhuma é indiferente aos poderosos interesses económicos existentes no sector. Agora o que o Estado não pode é condicionar a sua posição em razão desses factores. «Precisamos de ter a melhor política para o Estado e para os utentes e isso é que deve ser perseguido pelas iniciativas legislativas», sublinhou Bernardino Soares.

Para o líder parlamentar do PCP, importa ao mesmo tempo assegurar que a liberdade conferida ao utente para escolher o medicamento mais barato não seja «aprisionada por quem vende o medicamento».

Enfatizada pela bancada comunista foi também a ideia de que não está em causa o «direito exclusivo e inalienável» dos médicos à prescrição. «Isso deve ser preservado», defendeu Bernardino Soares, que ressalvou contudo a diferença que em sua opinião existe «entre o direito à exclusividade na prescrição e a escolha de uma ou outra marca do medicamento».

Esse é o ponto, aliás, que tem separado o PCP de outros partidos e dos governos, que sistematicamente rejeitaram a prescrição por DCI.

Como foi dito, há que respeitar a prescrição médica, garantindo nas situações em que há bioequivalência e biodisponibilidade que seja indiferente qual o medicamento que é usado. «Quando há razões fundadas e devidamente circunscritas para que não seja assim, então, como observou Bernardino Soares, deve admitir-se que a «prescrição tenha também a marca», mas esta deve ser a excepção e não a regra»